A presença de mulheres no terceiro setor, especialmente em Organizações da Sociedade Civil (OSCs), reflete um significativo crescimento e impacto social ao longo dos anos. Em 2025, as mulheres constituem aproximadamente 65% da força de trabalho nessas organizações, destacando-se como uma força-motriz essencial para a geração de empregos e transformação social. Este robusto percentual reflete não apenas o crescimento em termos de representação, mas também a contribuição profunda das mulheres em áreas como educação, saúde e justiça social.
Impacto de Mulheres no Terceiro Setor
As cabecilhas femininas nas OSCs não apenas representam uma proporção substancial da força de trabalho, como também promovem mudanças significativas através de seus papéis de liderança. Diferencialmente do setor privado, visto que a porcentagem de mulheres subiu de 40% para 41,1%, o terceiro setor exibe um crescimento mais acelerado com 65% do quadro de colaboradores sendo mulheres. Tal crescimento repercute na geração de aproximadamente 6 milhões de empregos até 2025, evidenciando o potencial das lideranças femininas em criar oportunidades e fomentar a inclusão econômica.
Liderança Feminina: Transformação Social e Valores Inovadores
Em eventos como o Encontro Nacional do Terceiro Setor (ENATS) 2025, as discussões sobre a liderança feminina destacam o impacto estratégico das mulheres em provocar transformações sociais. Com foco em áreas críticas como a educação e o empreendedorismo, as líderes mulheres têm sido fundamentais para coordenar iniciativas efetivas contra desigualdades e injustiças sociais. A abordagem feminina para governança incorpora valores de cuidado emocional, sustentabilidade emocional, e orientação para resultados estratégicos, alinhando propósitos organizacionais com impacto social positivo.
Desigualdades Econômicas e Salariais
Apesar do progresso notável, as mulheres ainda enfrentam desigualdades salariais substanciais. Em 2025, mulheres do setor privado recebem, em média, 21,2% menos que seus pares masculinos, refletindo uma problemática salarial que persiste no Brasil. A sobrecarga de trabalho não remunerado também dispara desafios econômicos para as mulheres, com cerca de 9,2% vivendo em extrema pobreza. Essa realidade sublinha a importância de programas e políticas nas OSCs destinadas a aumentar a equidade na remuneração e nas oportunidades.
Projeções Futuras e Sustentabilidade
À medida que olhamos para o futuro, as tendências indicam que a redefinição digital dos papéis pode reduzir significativamente as lacunas de gênero. Espera-se que até 2050, o investimento nas capacidades e inclusão digital das mulheres possa resultar na retirada de 30 milhões de mulheres da pobreza extrema e adicionar aproximadamente US$ 342 trilhões ao crescimento global. Estratégias dentro das OSCs para promover o acesso ético à tecnologia são imperativas para alavancar essa transformação.
Conclusão
Embora as mulheres no terceiro setor tenham feito avanços consideráveis, desafios como desigualdades salariais, liderança executiva estagnada, e ampla discriminação ainda permanecem. O reconhecimento da liderança feminina em provocar mudanças sociais permanece vital para o avanço sustentado do terceiro setor. Políticas proativas e práticas focadas na inclusão, justiça salarial, e acesso à tecnologia são fundamentais para consolidar o futuro feminino promissor no terceiro setor até 2025 e além.
*Texto produzido e distribuído pela Link Nacional para os assinantes da solução Conteúdo para Blog.











